Quanto custa uma cadeira vazia na sua empresa? Entenda os prejuízos

É muito comum que empresas tenham pelo menos uma cadeira vazia de tempos em tempos. Isso costuma acontecer quando um funcionário é demitido, recebe uma promoção para um novo cargo ou quando consegue outro emprego. 

Além disso, é importante considerarmos que o impacto econômico causado pela pandemia fez com que muitas vagas fossem fechadas. Mas um cargo desocupado afeta os negócios e deve ser uma preocupação para as empresas.

A rotatividade de funcionários é realidade em qualquer negócio, e no mercado de tecnologia da informação o turnover fica ainda mais evidente. 

Contudo, as organizações mais eficientes são aquelas que têm planos de contratação e retenção de colaboradores. 

É vantajoso preencher rapidamente as cadeiras vazias com candidatos de qualidade. Isso porque apesar de não ter que pagar o salário do funcionário, a vaga que não está preenchida não significa necessariamente economia de dinheiro.

As vagas abertas provocam um impacto negativo que envolve perdas financeiras, custos de produção, de equipe e afeta até o relacionamento com o cliente final. Nós listamos abaixo alguns erros comuns que as empresas cometem e explicamos os gastos que envolvem ter uma cadeira vazia em seu negócio. Acompanhe nosso artigo.

Quanto custa uma cadeira vazia em sua empresa?

Um processo seletivo bem feito de contratação para uma cadeira vazia costuma ser caro e demorado. Para vagas de tecnologia da informação, o recrutamento é ainda mais longo. 

Isso porque são muitas etapas: desde o período de divulgação da vaga, seleção, entrevistas, testes práticos, feedback dos testes até efetivação de um novo colaborador. Juntamente com o fator tempo, também temos o custo financeiro.


Ao contrário do que se possa presumir, as despesas geradas com a contratação e manutenção de uma vaga não são congeladas temporariamente. Apesar do salário não ser pago, a ausência do colaborador tem impacto direto no lucro da empresa.

Conheça o indicador CVA 


O Custo gerado por Vaga Aberta (CVA) calcula o custo de uma cadeira vazia durante o período que ninguém a ocupa e ajuda a determinar o valor a ser destinado para novas contratações. Foto: Nappy

Uma ferramenta indispensável quando pensamos em gestão de negócios é o CVA (Custo gerado por Vaga Aberta). 

Com essa métrica é possível calcular o custo de uma vaga no período em que ninguém a ocupa e determinar o orçamento que pode ser investido para o recrutamento.

É esperado que um profissional qualificado para determinada vaga reverta de 1 a 3 vezes o valor salarial em seu desempenho financeiro. Isso significa que essa cadeira vazia afeta diretamente o lucro do seu negócio. 

Veja um exemplo para fazer o cálculo do CVA:

Vamos pensar em um cargo com salário de R$40 mil por ano. Supondo que haja 220 dias úteis, dividindo 40.000 por 220, temos R$181,81 por dia. 

Em seguida, aplicamos o multiplicador: 2x R$181,81. 

Isso significa que o cargo custa em média R$363,63 por dia de ausência de um trabalhador qualificado. Sua empresa pode gastar essa quantia diariamente por causa de uma cadeira vazia? 

Além disso, esse custo varia se considerarmos outros fatores que não envolvem diretamente o salário de determinada vaga. 

Listamos abaixo outros problemas que podem aparecer quando surge uma cadeira vazia. Confira: 

Impactos no seu negócio

Uma cadeira vazia causa um efeito dominó em toda a organização. Surgem problemas com redistribuição da carga de trabalho, dificuldade de novas contratações e até perda de credibilidade no mercado.

  • Equipe


Como todas as áreas de uma empresa estão conectadas, uma cadeira vazia pode afetar todos os setores até porque boas ideias surgem a partir da colaboração de pessoas. Elas são o maior recurso de uma empresa.

Portanto, além da perda de dinheiro, o cargo vago provavelmente irá prejudicar outros colaboradores. O trabalho ainda precisa ser realizado, o que faz com que a carga seja maior e coloque mais pressão no resto da equipe. 

E se você está pensando em redistribuir tarefas, cuidado! Essa pode ser uma péssima escolha, pois acarreta perda de produtividade. 

Se o processo se arrastar por muito tempo, os colaboradores podem se esgotar e até terem burnout

Caso a sobrecarga resulte na perda de outro funcionário, os custos de contratação duplicam.

  • Perda de novos talentos

Quando a cadeira vazia é resultado de um processo de contratação lento ou de falta de recursos, a empresa está correndo o risco de perder os melhores candidatos. 

Em um mercado tão competitivo, aqueles que possuem os melhores perfis são os profissionais mais disputados. Se a vaga for preenchida com um candidato menos qualificado, quem perde é sua empresa.


Além disso, os anúncios mais antigos, com meses em andamento, acabam afastando os melhores talentos e você também corre o risco de perder o orçamento para a contratação de uma pessoa para o cargo.

  • Insatisfação de clientes

Se a equipe está sobrecarregada com funcionários de baixo desempenho, talvez você nunca consiga contratar profissionais de alta qualidade porque os erros causados pela sobrecarga de trabalho podem afetar na qualidade do produto e na entrega. 

E por consequência, na diminuição no volume de vendas.

A ausência de pessoas em alguns cargos de gerência pode passar a imagem aos clientes e fornecedores de que a empresa enfraqueceu e, consequentemente, prejudicar a disposição para futuras parcerias. 

Na ponta do lápis 

Mesmo em tempos de instabilidade econômica, é essencial que sua empresa evite ao máximo ter uma cadeira vazia. 

É importante conhecer todos os custos que envolvem a falta de contratação de pessoas e otimizar os processos seletivos para que eles não tenham um impacto negativo nos lucros do seu negócio.